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BADULAQUES E PERFUMARIA BARATA


Caio, o amigo gay da Tina16 16UTC Novembro 16UTC 2009
No começo desse ano o criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, deu uma interessante entrevista para a Veja. Nela, o quadrinista fala sobre a abordagem de temas mais sérios – como o divórcio, por exemplo – nos seus gibis, seja nos clássicos da Mônica e companhia ou no recente Turma da Mônica Jovem. Quem lê o Homomento já viu meus elogios à Adriana Calcanhotto por tratar crianças com naturalidade e meu recente apelo para uma educação sexual problematizadora: fica até redundante dizer o quanto simpatizei com o seguinte trecho da entrevista.
Acontece que nas casas de hoje se pode conversar sobre tudo: sexo, drogas, violência. Se o pai não puxa esses assuntos, o filho de 5 anos faz isso por ele. É preciso parar de tratar as crianças como seres inferiores, sem senso crítico, sem experiência de vida. Tudo pode virar tema. Não é preciso censurar, apenas deve-se tomar cuidado para usar uma linguagem correta.
O discurso é bonito, mas não paremos por aqui. No restante da entrevista, Mauricio conta como os pais da personagem Xaveco se divorciaram e a situação foi sutilmente introduzida nas histórias, não havendo nenhum caso de reclamação por parte dos pais. Elogios à parte, é necessário lembrar que estamos bastante aquém do tempo em que divórcio era causa para polêmica: não deixa de ser até bastante atrasada essa abordagem do autor. O modus operandi dele fica bem claro em outro momento da entrevista – justamente no que tange à homossexualidade.
Tem gente pedindo para eu criar um personagem gay. Esse tema ainda é muito novo. Mas eu sei que, no futuro, se essa tendência continuar, será natural ter um homossexual na Turma. No meu estúdio, digo que não devemos levantar uma bandeira e ir à frente de uma passeata. Devemos segurar a bandeira quando ela já está passando. Precisamos falar a língua do dia e da hora, mas tomando certos cuidados. Foi com essa fórmula que construí minha carreira.
Mais recentemente, em sua participação no Roda Viva, reiterou, como nos conta o ACapa: “[Personagem gay, só] quando a sociedade estiver, toda ela, aceitando e preparada para isso”.
Poderíamos fazer uma pausa para questionar um pouco as colocações (quando, afinal, a sociedade vai estar TODA pronta e preparada para isso?), mas não é para lembrar dessas declarações que estou escrevendo a postagem. É para falar do novo personagem do gibi da Tina: o Caio.
A primeira aparição do Caio foi no número 6 da revista da Tina, pela editora Panini, lançada em novembro de 2009. O blog Cultureba alerta na manchete – “Caio, o primeiro personagem gay de Mauricio de Sousa”. Sem acesso ao gibi, fui procurar, muito curioso, mais referências à tal história. O Cada um no seu quadrinho já lança um balde d’água, explicando que fica tudo meio implícito.
Pelo que entendi, a história é mais ou menos assim: a Tina marca um encontro com um amigo misterioso e o namorado dela fica morrendo de ciúmes no decorrer da história. No final, ela apresenta o Caio pro namorado e dá um discurso sobre como é comum homens e mulheres terem amizades sem segundas intenções. O tal Caio ainda arremata, dizendo que é comprometido e dando a entender que é com um rapaz que está presente. Confiram o tal quadrinho, escaneado pelo Cena G.
Como nos conta a Folha, “o assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto. Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento”.
Não sei até que ponto a personagem não foi criada pra agradar quem estava pressionando ou até que ponto ela está lá por tratar-se de uma revista de aparente menor visibilidade, mas devo admitir que fiquei positivamente surpreso. Até onde eu sei a questão homossexual está pegando fogo atualmente, então não deixa de ser uma afronta ao próprio método pouco corajoso do Mauricio de falar dos assuntos só depois da discussão em torno deles se abrandar.
Eu poderia até reclamar aqui do quão mal esclarecida está a situação de homossexualidade ali (as velhas migalhas que nos dão nas hqs para ficarmos quietinhos), mas prefiro esperar para ver o direcionamento da história do Caio, por se tratar do gênero infantil, que tem um monte de particularidades. Um pouco de otimismo não faz mal a ninguém, não é? Ou vocês acham que estou encarando com bom humor demais?




Tive uma ideia interessante, inspirado em algumas mensagens que o Eduardo Peret já enviou à listaGLS. Por que não começar uma campanha solicitando que a Bíblia seja classificada como um livro somente para maiores de 18 anos e seu acesso a menores de idade fosse restrito, como o é o álcool, o fumo, revistas pornôs, etc.?
Motivo?
O que ela diz!
- A Bíblia tem incesto: Ló e suas filhas, Judá e Tamar
- A Bíblia tem estupro: A mulher de Juízes (que foi tb esquartejada), Judá e Tamar (de novo).
- A Bíblia tem homicídio: Caim e Abel, Davi e o antigo esposo de Bate-Seba, hebreus matando seus irmãos após a crise do Bezerro de ouro, a morte de Estêvão, a morte de Absalão.
- A Bíblia tem tortura: a paixão de Cristo.
- A Bíblia tem guerra e sangue: a tomada da Terra prometida (as mulheres grávidas tinham a barriga rasgada), a guerra contra os filisteus, a guerra civil de Israel contra a tribo de Benjamim, o Apocalipse.
- A Bíblia tem homofobia: a ameaça de estupro dos habitantes de Sodoma, as leis do Levítico.
- A Bíblia tem xenofobia: a destruição de Sodoma e Gomorra, a invasão de Canaã, egípcios x hebreus.
- A Bíblia tem machismo e misoginia: mulheres caladas na igreja, orientações de submissão feminina no casamento, a culpa de Eva por ter trazido o pecado (Paulo a usa).
- A Bíblia tem aprovação do trabalho escravo: o trato com os servos segundo o Novo Testamento.
- A Bíblia tem contato com demônios: o episódio dos porcos, a tentação de Jesus, Satanás em Jó.
Vocês acham que esse tipo de literatura é saudável para menores de 18 anos?
Por muito menos, filmes, séries, revistas e afins recebem classificação indicativa só pra maiores!






Sou auxiliar de enfermagem, servidor municipal de Maringá há 9 anos. Em 2006 participei ativamente da greve dos servidores municipais que durou 31 dias. Sou um dos 28 servidores que foram demitidos injustamente pelo atual prefeito e reintegrados judicialmente dias depois. Fiz parte da vitoriosa luta contra a privatização do Hospital Municipal e participei da Frente contra a privatização da coleta do lixo. Fui diretor do SISMMAR, na gestão Trabalhadores em Luta (então filiada à combativa CONLUTAS –Coordenação Nacional de Lutas). Mais recentemente, denunciei ao Ministério Público a falta de manutenção em ambulâncias e a falta de médicos no Samu de Maringá. Resumindo, sempre defendi um serviço público de qualidade e um tratamento digno e democrático aos servidores.
Em virtude disso, a atual administração municipal move contra mim um processo administrativo criado para legitimar uma futura demissão. O mesmo acontece com outros servidores que foram reintegrados. As perseguições continuam na administração municipal.
Por fim, faço um convite à dirigentes sindicais verdadeiramente comprometidos com a classe trabalhadora e camaradas de luta, para que compareçam à frente do paço municipal na próxima segunda, terça e quinta-feira, dias 26, 27 e 29 de outubro, às 8h30. Nesses dias serão ouvidas as testemunhas de acusação.
Faço um chamado de solidariedade e apoio daqueles que não aceitam a perseguição política contra os trabalhadores que ousam lutar pelo que é justo.
www.blogpaulovidigal.blogspot.com